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terça-feira, 26 de agosto de 2008

COMPARANDO-NOS COM OS OUTROS

Em um mundo onde a competição toma conta das relações, os modelos são sempre superlativos.

Precisamos ser os mais rápidos, desejamos ser os mais belos, lutamos para ser os mais fortes.

Comparamo-nos o tempo inteiro, e parece que a perfeição está sempre no outro.

No corpo da apresentadora de TV, na grande demonstração de afeto da esposa do vizinho, no grande emprego conseguido pelo ex-colega da faculdade, etc.

O escritor e educador Rubem Alves vê na comparação um exercício dos olhos:

Vejo-me - estou feliz. Vejo o outro. Vejo-me nos olhos do outro – ele tem mais do que eu.

Vendo-me nos olhos dos outros eu me sinto humilhado. Tenho menos. Sou menos.

O autor narra que ele mesmo só descobriu que era pobre quando deixou o interior de Minas para morar no Rio, e foi parar num colégio de cariocas ricos.

Então, começou a se sentir diferente, falava com sotaque caipira, não pertencia ao mundo elegante dos colegas, e sentiu vergonha de sua pobreza.

Até então, Rubem morava com uma família numa casa velha de pau-a-pique, numa fazenda emprestada.

Diz ele: Eu sou muito ligado a esse passado, foi um período de grande pobreza, mas eu não sabia que era pobre.

O sentimento da infelicidade nasce da comparação. Foi um momento de grande felicidade, um período sem dor. Só dor de dente, dor de espinho no pé.

* * *

Baseados nisso tudo podemos questionar: Como não se comparar? Como viver sem referência alguma?

Não seria possível, obviamente. A não ser que nos ilhássemos definitivamente – uma solução que traria uma centena de outras conseqüências negativas.

Como lidar equilibradamente com tudo isso, então?

Uma primeira idéia seria a de cuidar para que a competição não tome conta das relações, sejam elas afetivas, familiares ou profissionais.

Se isso acontecer – e normalmente acontece - que tal transformar a competição em cooperação?

Como? Percebendo que não estamos nas relações apenas para dar e receber, e sim para cooperar, construir um bem comum.

Ver os outros como companheiros e não como adversários faz uma grande diferença.

Uma segunda resolução seria buscar ver a vida do outro como ela realmente é, e não como julgamos que ela seja.

Estamos num mundo de provas e expiações, onde os embates contra nossas imperfeições, ainda insistentes, são constantes. E essas pelejas não poupam ninguém.

Todos temos conflitos, inseguranças, cometemos equívocos e sofremos as conseqüências do que plantamos.

As leis maiores do Universo regem a vida de todos igualmente. Não há favorecidos nem desajudados por Deus.

Ver a perfeição, a felicidade, apenas naquilo que não se tem ou no que os outros têm, é um tipo de comportamento que só gera insatisfação.

* * *

Allan Kardec em seu O evangelho segundo o Espiritismo trouxe um esclarecimento especial a respeito do homem de bem.

Diz ele que o homem de bem é aquele que estuda suas próprias imperfeições e trabalha incessantemente em combatê-las.

Todos os esforços emprega para poder dizer, no dia seguinte, que alguma coisa traz em si de melhor do que na véspera.

Redação do Momento Espírita com base no artigo
Você não é perfeito, de autoria de Elisa Correa,
publicado na Revista Vida Simples, de julho de
2008 e no cap. XVII, item 3 do livro O evangelho
segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. Feb.
Em 21.08.2008.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Telescópio da Nasa encontra "fábrica" de estrelas

Reportagem de Maggie Fox-BR-Agencia Reuters, Qui, 10 Jul


Telescópios que examinam fatos ocorridos há mais de 12 bilhões de anos localizaram uma galáxia que funcionava como fábrica de estrelas. Essa remota galáxia está (ou esteve) gerando até 4.000 estrelas por ano.
A nossa Via Láctea, por exemplo, gera apenas dez estrelas por ano, segundo o estudo divulgado na quarta-feira.


"Esta galáxia está passando por um forte 'baby boom', produzindo a maioria das suas estrelas de uma só vez", disse Peter Capak, do Centro Científico Spitzer da Nasa, ligado ao Instituto de Tecnologia da Califórnia.


"Se nossa população humana tivesse sido produzida num surto similar, a maioria de todas as pessoas vivas hoje em dia teria a mesma idade", comparou ele em nota à imprensa.


Em artigo na revista Astrophysical Journal Letters, Capak e seus colegas disseram ter usado vários telescópios, inclusive o Spitzer e o Hubble, ambos da Nasa, para localizar essa antiga galáxia, que fica a 12,3 bilhões de anos-luz ou seja, sua luz levou 12,3 bilhões de anos para chegar aos arredores da Terra.


Estima-se que o Universo tenha 13,4 bilhões de anos, o que significa que a galáxia estava "parindo" estrelas quando o Universo tinha apenas 1,3 bilhão de anos.

Comentários:

No Livro acaminho da Luz Emmanuel nos informa que chegando a determinado estagio, Jesus teria "pedido" a Deus que "fertilizasse" a crosta do planeta com "vida" e ai uma "nuvem" vinda do espaço envolveu a terra em ebolição e ao dissipar surgiu na face do mundo os primeiros organismos vivos.

Será que essa galaxia agora PERCEBIDA pode estar na fase de "geração" para a criação de novos corpos celestes habitações de novos irmãos nossos ainda na fase da infância do espírito? O que você acha? deixe registrada aqui a sua opinião!

Casa do Caminho - Pindamonhangaba